Thousand Web Service
Thousand Web Services
Inicio da Jornada
Ser contratado como desenvolvedor por uma empresa pela primeira vez foi um daqueles momentos que a gente olha e pensa: “meudeus, agora o negócio ficou sério”. Antes disso, eu atuava como freelancer remoto, fazendo pequenos sistemas, landing pages, trabalhos de design e até edição de vídeo. Era uma experiência válida, claro, mas entrar oficialmente em uma empresa representava um novo nível de responsabilidade, aprendizado e evolução profissional. Quando essa oportunidade apareceu, eu decidi ir sem medo, porque sabia que seria um passo importante para crescer de verdade na área.
Foi em comunidades de desenvolvedores que conheci o Vinicius, meu atual chefe. Ele é uma pessoa extremamente determinada, talentosa e inspiradora. Como também é desenvolvedor e já vinha construindo sua trajetória há bastante tempo, ele conseguiu reunir muitos contatos, clientes e projetos. Com isso, a empresa começou a crescer, os sistemas foram aumentando, os clientes foram se multiplicando e, naturalmente, ficou impossível para uma pessoa só cuidar de tudo. Afinal, não basta apenas desenvolver: também é preciso dar suporte, manter os sistemas funcionando, pensar em melhorias, resolver problemas e garantir que tudo continue de pé. Quando nos conhecemos, eu estava justamente buscando projetos freelancer para atuar, e a conexão foi muito boa desde o início. Fechamos um contrato e eu fui oficialmente efetivado como Full Stack Developer na Thousand Web Services, uma startup de São Paulo. E foi aí que começou uma fase da minha carreira que me transformou de várias formas.
Desafios e aprendizados
Na Thousand Web Services (TWS), eu fui responsável pela arquitetura, implementação e manutenção de sistemas personalizados, sempre com foco em performance, segurança e escalabilidade. E quando eu digo “sistemas personalizados”, eu realmente quero dizer uma grande variedade de projetos para clientes diferentes, com necessidades completamente diferentes. Participei de projetos robustos de gerenciamento financeiro, relatórios com múltiplos clientes e sistemas já em produção, que exigiam muito cuidado porque qualquer erro não era só um bugzinho fofo: era problema real, com impacto real.
Tecnologias e ferramentas
Uma das coisas mais marcantes dessa jornada foi trabalhar com arquitetura de microsserviços. Desenvolver e implementar isso mudou muito minha forma de pensar software, porque me obrigou a enxergar não apenas uma aplicação funcionando, mas um ecossistema inteiro de serviços se comunicando. Nesse contexto, APIs RESTful, GraphQL, Swagger, Terraform, Jenkins entraram fortemente na rotina.
No backend, Java com Spring foi uma combinação muito presente no meu dia a dia. Em vários cenários, o uso de Redis ajudava a melhorar a performance, enquanto PostgreSQL e MongoDB atendiam diferentes necessidades de armazenamento, dependendo da estrutura e da natureza dos dados. Já no frontend, trabalhei com React, Next, Vaandin e Remix para criar interfaces dinâmicas e modernas, especialmente em sistemas administrativos, lojas virtuais, marketplaces e landing pages.
Outra parte muito desafiadora, e ao mesmo tempo muito divertida, foi o desenvolvimento mobile. Em alguns projetos, precisei atuar na criação de aplicativos para Android e iPhone, o que me levou a aprender Kotlin e Swift (A empresa não usava React-Native) praticamente no modo sobrevivência avançada. Foi aquele clássico “se vira nos trinta”, mas no final das contas isso agregou demais à minha carreira. Aprender novas linguagens e plataformas na prática, enquanto o projeto está acontecendo e a entrega precisa sair, é o tipo de experiência que ensina muito mais do que qualquer tutorial bonito na internet.
Do lado de infraestrutura e DevOps, o aprendizado foi enorme. Trabalhei com Docker, Kubernetes, CI/CD para padronizar ambientes, facilitar deploys e tornar as entregas mais confiáveis, AzureDevOps para organização de processos e Terraform para infraestrutura como código. Também tive contato com serviços da AWS, como ECS, S3, RDS e CloudWatch, que foram importantes para hospedar, monitorar e manter aplicações em produção.
Evolução pessoal
Se tem uma coisa que essa experiência me ensinou, é que ser desenvolvedor full stack vai muito além de saber frontend e backend. Em muitos momentos, eu me vi atuando em várias frentes ao mesmo tempo. Além de desenvolver, também precisei pensar como DevOps, arquiteto de software, QA, PO, designer e até como alguém de segurança da informação. Foi engraçado perceber como, em certos dias, eu começava resolvendo problema de código, depois ajustava pipeline, em seguida validava regra de negócio e terminava analisando detalhe visual de interface. Era quase um modo “transformer corporativo”.
Essa vivência me deu uma noção muito mais ampla do que significa construir software de verdade. Não basta fazer funcionar na máquina do desenvolvedor. É preciso pensar em usabilidade, manutenção, segurança, comunicação entre serviços, estabilidade em produção, monitoramento e experiência do cliente. Tudo isso me fez amadurecer muito, tanto tecnicamente quanto profissionalmente. Aprendi a lidar melhor com pressão, a me adaptar rápido, a aprender tecnologias novas conforme a necessidade e a ter uma visão mais estratégica sobre sistemas e produtos.
Também foi um período muito importante para fortalecer minhas soft skills. Trabalhar com muitos clientes, projetos simultâneos e demandas urgentes exige comunicação clara, organização, responsabilidade e jogo de cintura. Não adiantava só saber programar bem; eu precisava entender contexto, alinhar expectativas, priorizar tarefas e manter a cabeça no lugar mesmo quando a agenda parecia um tabuleiro de Tetris no nível máximo.
Próximos passos
Com todos esses conhecimentos, minha experiência aumentou muito, e eu sou realmente muito feliz por isso. Sinto que a Thousand Web Services foi um ambiente que me acelerou como profissional, me desafiou de verdade e me fez crescer em várias direções ao mesmo tempo. Hoje eu tenho ainda mais certeza de que quero construir meus sonhos através do desenvolvimento, expandindo cada vez mais meus conhecimentos técnicos, fortalecendo minhas soft skills e buscando oportunidades que me desafiem de forma constante.
Meu objetivo é continuar evoluindo, participar de projetos cada vez maiores, criar soluções cada vez melhores e me tornar um profissional cada vez mais completo. Se antes eu comecei como freelancer fazendo pequenos sistemas, hoje eu olho para minha trajetória com muito orgulho e com a sensação de que isso é só o começo. Ainda tem muita coisa para aprender, construir e conquistar. E sinceramente? É isso que deixa tudo mais empolgante.
Escrito por
Herberth Guimaraes